Abandono, como evitar?

 

Nos dias de hoje, enquanto alguns cães e gatos são tratados como filhos, ainda há quem simplesmente os abandone.

Muitas vezes, os animais são abandonados com feridas, doentes, prenhe ou com filhotes não desmamados. Esses animais, além do sofrimento, adquirem e espalham doenças, acabam morrendo de sede, fome, frio, atropelados a até envenenados. PORTANTO, A MELHOR FORMA DE EVITAR QUE ELES ESPALHEM DOENÇAS É NUNCA ABANDONÁ-LOS.  Animais são como seres humanos, se bem tratados e saudáveis, não contaminam ninguém.

A forma mais eficaz de se evitar o abandono é a esterilização. Através da esterilização, estamos reduzindo a quantidade de animais e, posteriormente, seu abandono.

A outra forma de se evitar abandono é através da ADOÇÃO. Se você tem (ou conhece alguém que tenha) um animal e não pode mais cuidar dele, procure alguém que possa ficar com ele. Contate sua rede amigos, família, trabalho, internet, e-mail etc. Peça a essas pessoas que lhe ajude a encontrar um novo lar pro seu animalzinho.

Se for preciso, procure orientações em associações, clínicas veterinárias, ONGs de proteção animal e Pets Shop, para conseguir alguém que os adotem. Eles vão estar dispostos a lhe ajudar.

Você pode não ser capaz de abandonar um animal de estimação, porém  pode estar contribuindo indiretamente para o abandono, sem ter consciência disso.

Se você tem um animal de estimação mas não lhe dedica atenção, afeto, tempo, amor, ele estará vivendo uma forma de abandono. Assim como a criança, o animal necessita sentir-se acolhido, aceito, amado e precisa que alguém brinque com ele. Se você tem um único animal e ele fica sozinho a maior parte do dia, pense em oferecer-lhe um companheiro para interagir.

Se você permite o cruzamento do seu animal, seja ele macho ou fêmea, está promovendo o abandono. Um dos “seus” filhotes pode estar indo para alguém que se encanta momentaneamente porque ele é pequenino, ou porque é de raça, ou porque o filho demonstrou interesse… mas após perceber que um novo membro na família dá trabalho, precisa ser adaptado, cuidado e amado, quer se desfazer.

É bem provável que esse seja o início de uma peregrinação de desamor, e que o animal acabe por aí, vagando, procurando melhor destino. E se ele não for esterilizado, imagine então o que será de seus filhos…netos… e assim sucessivamente. E você terá sua parcela de responsabilidade por toda essa tristeza.

Presentear um animal a alguém sem prévio acordo com o adulto que será responsável por ele, poderá indiretamente estar provocando o abandono. Ser responsável por um animal de estimação requer cuidados, gastos, espaço, tempo, disponibilidade, requisitos que se a pessoa “presenteada” não dispuser naquele momento, pode acabar abandonando aquele animal.

Ainda falta a nós, humanos, a consciência e a convicção de que um animal de estimação é parte da família da mesma forma que a criança e o idoso (sadios ou não) e não há nada que justifique o seu descarte.

Diariamente uma quantidade de animais que vão para celas, no CCZ, aguardar sua execução após o 3 dias de chegada. Apesar de inocentes, além de abandonados, são punidos com a morte.

Se você pensou num “abrigo” como solução para animais sem dono, esqueça! A maioria dos abrigos são verdadeiros depósitos, superlotados de animais tristes, sem perspectiva de atingir o que mais desejam: ter alguém para se dedicar; alguém que receba o amor que têm para dar, alguém que lhes dê atenção e carinho.

Conscientes disso, ambientalistas do mundo inteiro, apoiados pela orientação da Organização Mundial de Saúde afirmam o controle da natalidade (através da ESTERILIZAÇÃO) como única medida eficaz para diminuir o abandono, os maus tratos e a morte prematura e injusta de milhares de animais domésticos com e sem raça definida.

Não compre um amigo. Adote!